Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Entrevista: Alexandre Borges!

Ao pegar o roteiro de gravação, a primeira coisa que Alexandre Borges, 41 anos, faz é verificar quanto tempo livre terá na semana. Assim ele pode se programar para brincar com o filho, Miguel, 7, namorar a mulher, Julia Lemmertz, 44, e cuidar da saúde e da forma física. Morador de Ipanema, no Rio, o actor se considera um privilegiado por viver a poucas quadras da Lagoa Rodrigo de Freitas, lugar onde adora andar de bicicleta.
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Sempre se preocupou em manter a forma?

Procuro estimular minha vitalidade. É por vaidade mesmo, não por ser actor. Quero mais é me exibir para Julia, ela tem de olhar e me achar legal, né? Mas dizem que o amor é cego... (risos).

Como deixa fluir sua sensualidade?
Acho que é o equilíbrio que torna alguém sedutor. A sedução não precisa ser só para os outros. Fazer para si também é importante.


O padre que abençoou sua união com Julia disse, na época, que casamento não foi feito para deixar alguém feliz, mas para fazer o outro feliz. Como funciona isso na práctica?
Nossos 14 anos de casamento são de felicidade. Nos ajudamos com paixão, tesão e uma vida sexual superboa. Ainda mantemos o clima de namorados. Procuro estar disponível para Julia, surpreendê-la com alegria. Quero curtir com minha companheira, mas, ao mesmo tempo, com liberdade.

O que é liberdade numa relação?
Na verdade, é meio utópico porque a gente não consegue ser livre nem com a gente mesmo. Um casal tem amarras em dobro. Liberdade é permitir a individualidade, dizer "não vou a esse lugar, vai você". É não achar que um "não" será sinônimo de crise.

Seu casamento é quase uma excepção no meio em que vive?
Não vejo assim. Tem muita coisa em comum em casamentos de artistas, como viagens, ausências, horários diversos, cenas. É quanto o casal pessoa física lida com o casal pessoa jurídica (risos).

E lida bem?
Sim. Um actor tem de ser livre. É claro que cada um tem o seu parâmetro do que é liberdade. Faço questão de agir assim e respeito minha mulher com a liberdade que ela precisa para interpretar cenas. Ciúme nunca existiu.

Nunca?
Não é que nunca existiu, mas nunca foi superior a esse pacto. No filme Mulheres Sexo Verdades Mentiras ela fez cenas de sexo. Quando vi, pensei: "Nossa, Julia é linda mesmo, que gata, como faz bem, que tesuda". Aí me toquei: "É a minha mulher". O ciúme acontece ao me ver cercado por várias pessoas assistindo à mesma cena. É uma contradição, pois quero que o filme seja visto por milhões de pessoas.


Sua mulher nunca achou que você estava sendo gentil demais com uma fã?
(Risos) Julia já teve de ouvir coisas como: "Seu marido é gostoso". Mas ela compreende. Caso contrário, não sei se ainda estaria com ela. Sou carinhoso e cavalheiro. É muito natural eu abraçar quem me cumprimenta. Se me chamar de bonito, agradeço e digo: "Você também é linda". É claro que é uma sedução. Mas o actor é um sedutor.

Já foi um conquistador?
Sempre tive namoradas. Na 1ª série, eu me apaixonei por uma menina. Era paixão platônica, mas, depois, falei para ela. Na 3ª, já beijava outra apaixonado. Outro dia vi uma foto da menina, era uma gatinha (risos). Tenho bom gosto! E sou fiel.


Já se apaixonou por duas ao mesmo tempo?
Nunca. Às vezes, no fim de uma relação, tudo é motivo para discussão. E, de repente, pinta alguém cheia de frescor. Eu sempre batalhei para a relação ser 100%. Tudo é uma questão de prioridade. Afinal, você morre só e não pode sucumbir por um relacionamento.

Quais são suas prioridades?
Depois de ser pai, passei a tomar decisões que trouxessem bem-estar para Miguel. Meu primeiro tempo disponível é sempre para ele. Também quero fazer bem meu trabalho para ter um ganhapão de qualidade, deixar a preguiça de lado para ter um corpo saudável e ter tempo para curtir com a minha mulher. Antes de começar a novela, Julia e eu fizemos uma lua-de-mel. Montei um roteiro e, duas semanas antes, avisei a ela que íamos viajar. Fomos para Amsterdã, Veneza e Paris.

O que um filho mudou em sua vida?
Os primeiros anos são surpreendentes. Eu percebi todas as fases: o bebê nascendo, crescendo, indo à escola, jogando bola, viajando... A felicidade absoluta é que segura a onda da responsabilidade. Você tem medo de faltar, preocupa-se com tudo.

Você se reconhece nas atitudes dele?
Sim. Tenho mania de cobrir o nariz com a camiseta quando vejo TV. Às vezes, eu o pego fazendo a mesma coisa. Como somos piscianos, temos em comum o lado contemplativo. Ele quer entender a coisa da velhice. Outro dia, tomando banho juntos, ele comparava nossos corpos. Eu disse: "Quando você crescer, vai ser como eu". E ele respondeu: "Ai, que saco é a evolução!" (risos).

E a evolução é um saco?
É natural. Eu não penso em morrer e sim no que farei da vida. Quando me vejo no Vale a Pena Ver de Novo, me acho um menino (risos), mas adoro os 40, não me sinto diferente fisicamente de quando tinha 20 anos. Vou às baladas e danço a noite inteira, estou com todo pique.

 

 

fonte: contigo

publicado por . às 16:21
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