Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Entrevista: Nívea Maria!

Nívea Maria tem se especializado em fazer papéis crescerem e aparecerem. E é justamente isso que a actriz está conseguindo com sua Magnólia Palhares , mulher do prefeito da cidadezinha de Passaperto , em Desejo Proibido, da Globo. Mesmo sem ser a protagonista da trama e de estar contracenando ao lado de duas jovens actrizes - Grazi Massafera e Aninha Lima - a experiente actriz não hesita em destacar sua personagem no folhetim das seis.  Sem falsa modéstia, Nívea assume que sempre consegue ganhar espaço com seus personagens e que acaba sendo a protagonista de sua história. "A novela é um leque muito aberto e faço o meu personagem se destacar dentro do seu núcleo", declara.  Aos 61 anos e 45 de carreira, Nívea avalia que sua trajectória profissional foi moldada à base de muita dedicação e responsabilidade e acredita que actuar para milhões de pessoas não é fácil.  "Interpretar não é uma coisa imediatista. Tem de ter muita disciplina. O problema não é só aparecer e pronto, é saber dar continuidade a um trabalho. Tem de ter visão se quiser construir uma carreira", pondera.

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Como está sendo actuar em Desejo Proibido?
A Magnólia é uma personagem muito bem desenhada e cheia de humor. Ela não tem um comportamento previsível e acho que isso pode ser um canal interessante para que sucedam episódios dos mais absurdos aos mais óbvios.
Sempre que faço novela, me proponho a trabalhar em aberto para que o autor possa brincar com todos os lados e todos os elementos do personagem. Dessa forma não crio expectativas e fico mais satisfeita. Mesmo que o sucesso da novela não esteja se reflectindo no Ibope , a aceitação do público é muito grande. Sair na rua e saber que a pessoa gosta de você e do personagem, já é uma grande conquista.

Em 45 anos de carreira, você já participou de inúmeras novelas de época. O que impulsiona você a fazer mais uma trama dessas?
Actuar é a minha vocação e é o que vou fazer para sempre. Não recuso papéis. Minha personagem é muito humanizada e meu núcleo é excelente.
Já até passei por uma crise de querer achar que minha carreira não ia mais para frente e retomei com mais força ainda por causa da personagem em A Casa das Sete Mulheres, também de época e assinada pelo Walther Negrão.

Por que esse papel foi tão importante para sua carreira?
A Maria Gonçalves da minissérie tinha uma gana enorme e até aquele momento, só tinha feito personagens de mulheres submissas. Foi um divisor de águas na minha trajectória. Já fiz vários trabalhos e chega uma hora que corremos o risco de nos repetir, então estamos sempre em busca de personagens diferentes.

Que personagens você gostaria de fazer, por exemplo?
Tenho vontade de fazer uma mulher mais exuberante, de repente. Acho que é o que está faltando nessa altura da minha carreira. Não quero jogar para o vulgar, mas seria uma ótima oportunidade de fazer uma mulher malucona , na faixa dos 60 anos, por exemplo.

Por sempre fazer papéis parecidos e actuar em tramas não-contemporâneas , você acha que foi engessada pela televisão?
Os autores têm de apostar em colocar a Nívea Maria, que tem essa imagem careta, com uma ousadia um pouco maior. Não teria o menor pudor de fazer, pelo contrário, vai me dar mais trabalho, porque prezo muito a dignidade e a qualidade do trabalho. Acho que meu estilo de interpretação puxa um pouco mais para as novelas de época, mas eu já me experimentei tramas contemporâneas e deu certo.

 

 

fonte: Terra

publicado por . às 12:52
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