Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Entrevista: Julia Lemmertz!

Julia Lemmertz não quer mais "queimar etapas" na ficção. Depois de convencer e arrancar elogios no papel de mãe dos trintões Selton Mello (no filme "Meu nome não é Johnny ") e Wagner Moura (na minissérie JK "), a actriz , que completa 45 anos no dia 18 de Março, pretende interpretar agora mulheres próximas da sua faixa de idade, que ela define como "no meio do caminho entre uma coisa jovem e outra madura". É o caso da ciumenta Belinda , coadjuvante que brilha em "Desejo proibido". 

 

 

- Daqui a pouco só vou ficar fazendo mãe de marmanjo - observa Julia , de forma bem-humorada. - Tenho que aproveitar minha juventude. Essas personagens mais velhas tinham uma razão. O filme ( Johnny ") começava nos anos 60 e depois tinha toda uma caracterização. Mas no JK " fui até os 70 anos e já foi exagero: no final, demorava duas horas na maquilhagem para pintar os cabelos de branco - recorda. Na novela das seis, Julia é mãe dos personagens de Pedro Neschling e Sthefany Brito. Os actores estão na faixa dos 20 e poucos anos, mas vivem tipos mais novos na trama. A actriz diz que, agora, a idade dos filhos de mentirinha está boa.  - Eu tive filho cedo e sei que talvez tenha uma coisa maternal. Comecei essa história em "Celebridade", quando fui mãe do Paulinho Vilhena ( hoje com 29 anos). Mas olhava aquilo na tela e parecia credível - justifica a actriz , mãe de Luiza , 19 anos, e Miguel, 7. - Só não quero matar minha juventude, nem adiantar a velhice.

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A decisão de Julia de não interpretar mulheres muito mais velhas que ela em nada tem a ver com vaidade. Pelo contrário. Dona de tipos diversos na TV, como a beata Genésia , de "Porto dos milagres", e a vampira Marta, de "O beijo do vampiro", a actriz não parece interessada em juventude eterna. - A idade deveria ser um ganho e não uma perda. Gostaria de assumir meus cabelos brancos num determinado momento, poder ter rugas. Cada um cuida de si, mas hoje você vê gente muito nova aplicando botox . Não quero me cobrar esse tipo de coisa - afirma Julia , que marcou com O GLOBO num clube, na Lagoa, e aproveitou a saída para levar o esperto filho caçula para brincar. - Miguel é observador, gosta de estar em evidência e é atirado. Ele nos dirige em casa: distribui e interpreta os personagens. Outro dia ele foi o Shrek , eu a Fiona , e o Alê (o actor Alexandre Borges, marido de Julia , que também está na novela das seis) foi o Burro - diverte-se. Filha dos actores Lineu Dias e Lilian Lemmertz , Julia também enxerga arte no futuro profissional da filha. - Luiza é envolvida com artes plásticas, desenha e fotografa. As melhores fotos da família foram tiradas por ela. Elogiada pela crítica por seus recentes trabalhos no cinema - além de "Meu nome não é Johnny ", Julia estreou este ano o longa "Mulheres sexo verdades mentiras" -, a actriz não faz distinção entre os diferentes veículos de trabalho. - Não é demérito nenhum fazer TV, muito pelo contrário. Sou uma actriz para fazer tudo - enfatiza Julia , feliz com o papel da coadjuvante que rouba a cena na trama das seis. - Sinto falta de fazer mais cenas, gosto da ralação dos personagens grandes. Mas estou adorando o que me cabe naquele latifúndio. Adoro fazer o sotaque da Belinda , o Pedro Paulo Rangel (que faz seu marido, Galileu) é maravilhoso e tenho cenas sensacionais.

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Com queda por tramas de época e minisséries ("Estou morrendo de inveja daqueles 'Queridos amigos', vai ser um arraso"), por serem produtos que permitem uma pesquisa maior, Julia não se ressente por nunca ter sido protagonista na Globo. - A tendência é você sempre querer mais, mas não fico me mordendo por causa disso. Nem sempre o protagonista tem o melhor papel - pondera a actriz , que já teve papéis centrais em tramas da Band e da extinta Manchete. - O que me dá inveja, mas inveja branca, num nível de brincadeira, é a carreira da Cate Blanchett , que já interpretou desde a rainha Elizabeth até o Bob Dylan . Mas não nasci nos Estados Unidos, não trabalho em Hollywood e nunca vou fazer aqueles filmes - resigna-se. A carreira cinematográfica de Julia também a levou a diferentes géneros . Ela já contracenou até com Xuxa , em "Lua de cristal", e com Sandy e Junior, em Acquária ". - Não me arrependo de nada. Fui a prima da Xuxa naquele filme e achava engraçada a ideia de ser má com ela. Acostumada a aceitar (ou não) os personagens que lhe são oferecidos no cinema e na TV, Julia diz ter no teatro um espaço maior de decisão. - É lá que eu tenho um controle maior. Sei que estarei com 60 anos e terei o tablado para me segurar - acredita a actriz , que planeja voltar aos palcos ao lado do marido, num espectáculo mais experimental. - Talvez o Alê me dirija, mas antes vamos tirar férias - avisa. O casal já dividiu a cena inúmeras vezes e está junto há 15 anos. - As pessoas ficam espantadas quando percebem que a gente está casado há tanto tempo. Acho isso lamentável, um sinal dos tempos - reclama. - Querem saber a nossa receita, mas isso não existe. Acho que falta paciência para viver as relações - denuncia. Ao avaliar seu casamento, Julia sem querer faz uma declaração. - Nem acho que estamos juntos há tanto tempo assim. Já namorei o Alê casando. E foi pra sempre.

 

 

fonte: O Globo

publicado por . às 16:23
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